Seja bem-vindo novembro

13:50


Ela desembarcou do Central e em poucos segundos nossos corações acelerados pulsaram sentimentos de uma eternidade. Sentimentos molhados por aquela chuva que dizia: (re)nasce agora um amor.
Borboletas no estomago se espalharam por todo o corpo, das mais gostosas sensações. Passeamos de mãos dadas, deixando as esquinas e quem passava com vontade de amar também.
Ela apertou o 7º andar e, logo depois da cena de beijo no elevador, estávamos finalmente sós. 710! Setecentos e dez estrelas no teto da sala com vista pro nada, mas ela lá, linda, debruçada na janela. Segredos que apenas nós e poucos móveis guardaram.
SIM! Tomou de assalto. Era amor verdadeiro, canalha. Canalha de bom. Canalha de tirar sorrisos, elencar músicas e declarações - ora faladas, ora entendidas apenas entre olhares. E nos olhamos por horas...
Nos olhamos por 600 horas. 25 dias de saudade! Foi quando despertei, assustado. Tive medo, confesso. De repente, meus maiores pesadelos me surpreenderam, decepcionaram. Ponto Final? Reticências, talvez...
Ela chorou, ficou ansiosa, assustada. Desculpa, meu amor! Mesmo. Tenha calma, ouça a música. E após ouvir, olhe pela janela... Já é novembro e chove, chove mais uma vez. Fica tranquila.

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