Bom mesmo é se apaixonar por atitudes

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Falar é fácil. As palavras bem distribuídas se tornam promessas encantadoras. São como o canto das sereias. Você cai ingenuamente em cada letrinha pronunciada, em cada som, cada acorde. A música que sai gentilmente da boca malandra sabe enredar como ninguém. E te desmonta. E te seduz. E te confunde. E por fim, te afoga naquilo que é chamado de mentira.

Bom mesmo é se apaixonar por atitudes. Ações que demonstram carinho, cuidado, e até certa cumplicidade. Se apaixonar por alguém que te percebe aos poucos. Que gosta de te descobrir. Sem pretensão de iludir. Sem sombras. Bom mesmo é se apaixonar por quem te ilumina.

Quando os teus olhos começam a sorrir, a brilhar, a entender que podem confiar. E não precisa de um mundo de atitudes. As pequenas, as singelas, as primeiras. Essas que marcam. Que traduzem as boas intenções. A vontade de trocar. De cuidar. De respeitar. De se apaixonar e se deixar talvez encontrar um verdadeiro amor, o verdadeiro amor.

Mas é que você passa tanto tempo caindo em belos cânticos pelo mundo, que quando a atitude grita, um tamanho frio na barriga aparece e quase te congela. Como agir? Como reagir? E o que te confunde não é o agora, mas um emaranhado de nós que te amarram ao passado.

Porém, se desamarrar e fazer disso uma linha não é uma missão que você pode atirar no colo do outro. Desatar-se do que passou é uma missão que só você pode cumprir. Afinal, os mais antigos sábios já diziam que o presente não se chama presente à toa. Tirar o laço de fita e aproveitá-lo é uma dádiva. Confia. A tua fé pode te levar aos mais belos encontros.

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